O assunto religião volta e meia ronda minha mente. Sou socrático, sei que na sei, meio agnóstico misturado com panteísta, e por aí vai, cristianismo de nascença, budista e muçulmano por leitura, fã de Sêneca, e outras muitas influências culturais e de credo.
E a que conclusões posso chegar aos 43 anos?
Bem, vamos as fatos, e por meio deles aos meus pensamentos dominantes. Creio que se Deus existe, e acredito e rezo pra que sim, este já nos deu esta vida como um bilhete premiado. Já estamos curtindo seus benefícios. Gostaria da ajuda de um matemático ou semelhante para ver qual é a maior probalidade: a de um espermatozóide fecundar o óvulo, diante de milhões de concorrentes que se acabaram no meio do caminho, ou acertar as seis dezenas da mega-sena.
Se vai haver vida após a morte? Reencarnação? Vida eterna? Céu e inferno? Isso não me cabe saber e por isso vou gastando a minha parte neste rateio.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Santa hipocrisia
A falsidade, com certeza, campeia. E no senso comum condemanos, mas quase sempre a estamos praticando em família, no trabalho, vizinhança e adjacências. Está em toda esquina, em toda loja, na relação com o freguês, no trato com o cobrador de ônibus no rolar da catraca.
A hipocrisia é triste, mas extremamente necessária. O convívio entre as pessoas depende de uma certa dose de representação teatral ao vivo. Caso contrário, jorraria sangue do primeiro desentendimento entre interesses opostos. A falsidade é a nossa salvação.
A hipocrisia é triste, mas extremamente necessária. O convívio entre as pessoas depende de uma certa dose de representação teatral ao vivo. Caso contrário, jorraria sangue do primeiro desentendimento entre interesses opostos. A falsidade é a nossa salvação.
domingo, 26 de julho de 2009
A boa bossa nova
A criação musical do final dos anos 50, mais precisamente 58, que foi apelidada de bossa nova, é uma das criações mais fantásticas do povo brasileiro, sem dúvida uma contribuição para o patrimônio cultural da humanidade. A batida, duas notas, a construção das letras, a integração de som com canto sussurrado, que vem de dentro, são um alento à alma. Se for João Gilberto, então é covardia.
Impressionante que são músicas com mais de 50 anos que continuam mercendo execução em filmes norte-americanos (cena de bar é muito comum), aeroportos japoneses e rádios cults pelo mundo todo. Garota de Ipanema, Insensatez, Corcovado, entre outras estão sempre na onda.
Fico pensando que, se existem, novas composições na batida da bossa, estas não pegam, não se mantém na memória dos ouvintes. Já os velhos sucessos, como as marchinhas de carnaval, ficam para sempre em nossos corações.
Impressionante que são músicas com mais de 50 anos que continuam mercendo execução em filmes norte-americanos (cena de bar é muito comum), aeroportos japoneses e rádios cults pelo mundo todo. Garota de Ipanema, Insensatez, Corcovado, entre outras estão sempre na onda.
Fico pensando que, se existem, novas composições na batida da bossa, estas não pegam, não se mantém na memória dos ouvintes. Já os velhos sucessos, como as marchinhas de carnaval, ficam para sempre em nossos corações.
domingo, 5 de julho de 2009
negociações diárias
Penso que tudo na vida está numa constante e terrível busca do equilíbrio. Falo das relações interpessoais com aqueles que convivemos no cotidiano. Tanto em casa quanto no trabalho se faz necessário um diálogo para congregar, se isto é possível, todos os interesses individuais, diferentes idiossincrasias tendo de conviver.
Muitas vezes, nas relações onde predomina ignorância mais profunda, essa negociação diária vai para o pau, literalmente. E se a mulher que apanha se cala, a solução para quem bateu parece que funcionou para impor o ponto de vista do macho da casa.
Acredito que em poucas décadas possamos ultrapassar na regra geral a ignorância da sociedade brasileira. Avançar em igualdade de negociação, cada um com seu ponto de vista e imperando a razão sobre quaisquer outros sentimentos como a vaidade, orgulho, prepotência, etc.
Mesmo aqueles quem tem acesso a educação e cultura precisam progredir no sentido de disseminar e fomentar o conhecimento entre os que mais precisam do saber.
Muitas vezes, nas relações onde predomina ignorância mais profunda, essa negociação diária vai para o pau, literalmente. E se a mulher que apanha se cala, a solução para quem bateu parece que funcionou para impor o ponto de vista do macho da casa.
Acredito que em poucas décadas possamos ultrapassar na regra geral a ignorância da sociedade brasileira. Avançar em igualdade de negociação, cada um com seu ponto de vista e imperando a razão sobre quaisquer outros sentimentos como a vaidade, orgulho, prepotência, etc.
Mesmo aqueles quem tem acesso a educação e cultura precisam progredir no sentido de disseminar e fomentar o conhecimento entre os que mais precisam do saber.
domingo, 28 de junho de 2009
Sem exigência de registro para jornalista
Confesso que não perdi o sono depois que o STJ julgou que para ser jornalista não precisa registro. Nem mesmo fiquei indignado com a decisão. Sou formado, paguei caro pelo diploma em faculdade particular e vivo dessa profissão que me motiva no dia a dia porque gosto desta "cachaça".
Parto do pressuposto que a liberdade de expressão é o bem maior da sociedade, e se uma pessoa quer lançar um jornal de bairro, caça-níquel ou só de classificados, tudo bem - não precisa de um jornalista profissional para assinar a publicação como sendo o responsável. Até porque um periódico é um produto comercial, que fatura com a venda de anúncios. E informação é informação, e o meio é a mensagem principal, já dizia Mcluhan. Muitas vezes detestamos os programas que assistimos, aos jornais que lemos ou as rádios que escutamos. Não gostamos, mas precisamos estar informado, mesmo que o formato ou o apresentador não nos agrade muito.
No entanto, se de um lado a liberdade de expressão é o que deve nortear as regras sociais, também a responsabilidade sobre o que se afirma deve ser responsável; caso contrário, em ofensa, injúria, calúnia, difamação, deve-se responder rigorosamente pelas injustiças via processo judicial. Para isso existem leis e punição com cadeia e multa indenizatória.
Não tenho medo de perder mercado para quem não é formado, pois me garanto tentando sempre aprimorar meu trabalho, e para isso o conhecimento acadêmico deu uma base importante para saber como proceder eticamente diante de um teclado. Isso me assegura uma enorme vantagem competitiva, pois na faculdade estudei história, sociologia, antropologia, psicologia, português e até tive algumas poucas experiências práticas no curso de Comunicação Social.
Os mesmos sindicalistas do jornalismos que esbravejam contra a decisão têm sua parcela de culpa, devido ao corporativismo exacerbado e burro. O sindicato fala mal das empresas em seus boletins e sites sem pelo menos tentar ouvir o outro lado - não seguem a tão propalada ética jornalística.
Não são exemplo de bom jornalismo. Também evitam criticar colegas que erraram no português, no foco ou distorceram a notícia por ignorância do tema coberto ou má fé. Sem a devida credibilidade, perdemos espaço e, anote aí, não vamos reverter a decisão do STJ.
Está na hora de cortar na própria carne, depurando o bom do mau profissionalismo. Um conselho de jornalistas, e não de hipócritas, se faz necessário nesse momento, apontando falhas de jornalistas e não jornalistas na mídia. Os sindicatos deveriam investir mais criando oportunidades de reciclagens de conhecimentos e uso das novas ferramentas (como fazer um blog atraente, sites, etc). Mas agora vão percorrer o estado, chamando assembleias para discutir a decisão dos ministros, muito blá,blá,blá e diárias, hotéis e drinks para discutir o que fazer. No fim vai restar a chiadeira. Antes da decisão, quando o diploma era essencial ao registro no mundo sindical, não avançamos muito e o piso aqui em SC passa um pouco dos mil reais. Agora, com a mudança de paradigma forçada pela justiça, é preciso inovar para salvar não os profissionais, mas a profissão.
Acho que vou abrir um curso relâmpago para quem quer ser jornalista, taí uma boa opção para minha carreira. Jornalista em cinco aulas, quem sabe.
Parto do pressuposto que a liberdade de expressão é o bem maior da sociedade, e se uma pessoa quer lançar um jornal de bairro, caça-níquel ou só de classificados, tudo bem - não precisa de um jornalista profissional para assinar a publicação como sendo o responsável. Até porque um periódico é um produto comercial, que fatura com a venda de anúncios. E informação é informação, e o meio é a mensagem principal, já dizia Mcluhan. Muitas vezes detestamos os programas que assistimos, aos jornais que lemos ou as rádios que escutamos. Não gostamos, mas precisamos estar informado, mesmo que o formato ou o apresentador não nos agrade muito.
No entanto, se de um lado a liberdade de expressão é o que deve nortear as regras sociais, também a responsabilidade sobre o que se afirma deve ser responsável; caso contrário, em ofensa, injúria, calúnia, difamação, deve-se responder rigorosamente pelas injustiças via processo judicial. Para isso existem leis e punição com cadeia e multa indenizatória.
Não tenho medo de perder mercado para quem não é formado, pois me garanto tentando sempre aprimorar meu trabalho, e para isso o conhecimento acadêmico deu uma base importante para saber como proceder eticamente diante de um teclado. Isso me assegura uma enorme vantagem competitiva, pois na faculdade estudei história, sociologia, antropologia, psicologia, português e até tive algumas poucas experiências práticas no curso de Comunicação Social.
Os mesmos sindicalistas do jornalismos que esbravejam contra a decisão têm sua parcela de culpa, devido ao corporativismo exacerbado e burro. O sindicato fala mal das empresas em seus boletins e sites sem pelo menos tentar ouvir o outro lado - não seguem a tão propalada ética jornalística.
Não são exemplo de bom jornalismo. Também evitam criticar colegas que erraram no português, no foco ou distorceram a notícia por ignorância do tema coberto ou má fé. Sem a devida credibilidade, perdemos espaço e, anote aí, não vamos reverter a decisão do STJ.
Está na hora de cortar na própria carne, depurando o bom do mau profissionalismo. Um conselho de jornalistas, e não de hipócritas, se faz necessário nesse momento, apontando falhas de jornalistas e não jornalistas na mídia. Os sindicatos deveriam investir mais criando oportunidades de reciclagens de conhecimentos e uso das novas ferramentas (como fazer um blog atraente, sites, etc). Mas agora vão percorrer o estado, chamando assembleias para discutir a decisão dos ministros, muito blá,blá,blá e diárias, hotéis e drinks para discutir o que fazer. No fim vai restar a chiadeira. Antes da decisão, quando o diploma era essencial ao registro no mundo sindical, não avançamos muito e o piso aqui em SC passa um pouco dos mil reais. Agora, com a mudança de paradigma forçada pela justiça, é preciso inovar para salvar não os profissionais, mas a profissão.
Acho que vou abrir um curso relâmpago para quem quer ser jornalista, taí uma boa opção para minha carreira. Jornalista em cinco aulas, quem sabe.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Imperfeições no blog
Abrimos o blog e está lá, um texto com frases desconcertantes pela falta de lógica ou sequencia. Mas não se preocupe o leitor, se um dia abrir essa página, com a falta de zelo com a construção de um texto aqui publicado.
O blog justamente é uma ferramenta que permite a constante busca da perfeição do texto, sendo alterado ao bel prazer do seu autor. Criatura em mutação diária, vai melhorando com as várias releituras de revisão. De início, é preciso vomitar o motivo que nos leva a escrever. Podia fazer isso no Word, mas que graça?
Chega-se ao ponto de acreditar que depois de muitas tentativas atingimos a meta. E anos depois casualmente remexendo em arquivos, está lá um errinho que passou despercebido.
Acho que a vida é imperfeita, mas a busca da perfeição é a meta da música do Gil. Não sou nem um Tostão nem nada.
O blog justamente é uma ferramenta que permite a constante busca da perfeição do texto, sendo alterado ao bel prazer do seu autor. Criatura em mutação diária, vai melhorando com as várias releituras de revisão. De início, é preciso vomitar o motivo que nos leva a escrever. Podia fazer isso no Word, mas que graça?
Chega-se ao ponto de acreditar que depois de muitas tentativas atingimos a meta. E anos depois casualmente remexendo em arquivos, está lá um errinho que passou despercebido.
Acho que a vida é imperfeita, mas a busca da perfeição é a meta da música do Gil. Não sou nem um Tostão nem nada.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
2009 - o ano em que li D.Quixote I e II
Já não morro sem ter lido essa obra considerada clássica. E o que mais poderia dizer do que ainda não foi dito sobre o livro? O genial Miguel de Cervantes era o próprio personagem, colocando suas conclusões inteligentes sobre a vida em uma concepção maior e tão profunda sobre valores, comportamentos, moral, tudo tudo. Daquele tipo de autor que desenvolve um ritmo de texto e atinge como os grandes escritores um espécie de nirvana literário. Ao chegar lá, viram uma espécie de meio de transporte do éter ao papel.
E quem há de negar que também inventamos nossos monstros que nos amendrontam e que não existem, no mesmo tamanho exagerado da imaginação de D. Quixote? Medo de bandido, traição amorosa, chefes, funcionários, polícia, sogra, irmão. Com estes imaginamos o pior por uma simples contrariedade passageira que levou a uma construção pavorosa daquele inimigo oculto.
Se o fidalgo D.Quixote era do tipíco caso de loucura de atar, e Sancho, o governador de uma ilha cercada de terra o ideal da razão, não sei dizer ao certo, pois os dois eram parvos, um por visão estreita da vida de querer ganhar recompensa, e o velho, alquebrado, no seu rocim, por ser visionário.
Mas D.Quixote também dividia suas atitudes entre a doidice com a clareza de idéias e morais a que os homens devem ou deveriam sempre a defender. Quem mais louco era; o cavaleiro errante ou o nobre e sua mulher que tantas encenações realizaram para legitimar uma farsa perversa e má, por deleite e escárnio?
Mais que uma época, a obra é impactante por entrar na alma do ser humano. Pronto, já estou repetindo o que já foi dito.
E quem há de negar que também inventamos nossos monstros que nos amendrontam e que não existem, no mesmo tamanho exagerado da imaginação de D. Quixote? Medo de bandido, traição amorosa, chefes, funcionários, polícia, sogra, irmão. Com estes imaginamos o pior por uma simples contrariedade passageira que levou a uma construção pavorosa daquele inimigo oculto.
Se o fidalgo D.Quixote era do tipíco caso de loucura de atar, e Sancho, o governador de uma ilha cercada de terra o ideal da razão, não sei dizer ao certo, pois os dois eram parvos, um por visão estreita da vida de querer ganhar recompensa, e o velho, alquebrado, no seu rocim, por ser visionário.
Mas D.Quixote também dividia suas atitudes entre a doidice com a clareza de idéias e morais a que os homens devem ou deveriam sempre a defender. Quem mais louco era; o cavaleiro errante ou o nobre e sua mulher que tantas encenações realizaram para legitimar uma farsa perversa e má, por deleite e escárnio?
Mais que uma época, a obra é impactante por entrar na alma do ser humano. Pronto, já estou repetindo o que já foi dito.
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