Desde o início da organização da humanidade em sociedade, os escribas sempre foram figuras de destaque na hierarquia social. Por meio destes profissionais do pergaminho, da pena de ganso e outros artefatos de escrita, o povo recebia normas, leis e decisões dos soberanos. Toda a administração podia depender deles para contar, arquivar, registrar e publicar textos.
Em tempos de Internet, quem são os novos escribas? Na era do copia e cola, os velhos profissionais das letras são justamente aqueles de quem são cobrados textos inéditos. Você pode até se basear em 90% de um original na elaboração de um texto, como no caso de um contrato, mas tem de ser original em alguma parte para atender as peculiaridades da demanda em questão.
Então os letrados que escrevem com alguma originalidade são os escribas atuais. Advogados, jornalistas, autores, são algumas das profissões que remetem à velha função. A diferença atual é que você pode ser processado pelo que foi publicado, ao contrário da antiguidade, onde não havia contestações ao texto anunciado em nome do rei ou do faraó.
Nem tudo mudou muito nesse mundo, as coisas se repetem muitas vezes. Assim falou Luciano.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
O incrível comportamento infantil
O comportamento infantil varia da água para o vinho, anjinhos que sem avisar cometem diabruras. É normal, o conceito de bem e mal ainda não se formou nas pequenas mentes, e eles estão explorando este mundo que recém começam a tomar dimensão.
Cada vez mais me convenço de que não é preciso violência física para impor os limites do pode e não pode. Pode ter certeza, que chinelada ou uso de cinto não são a solução. Mas como fazer?
Tenho o convívio com muitos pequenos de no máximo quatro anos de idade. E para estas, minha mulher, pedagoga, usa a psicologia da Super Nanny. Incomodou? Vai para o cantinho do pensamento. Mas se for na primeira vez e a criança não ficar no "castigo"?
Cada vez mais me convenço de que não é preciso violência física para impor os limites do pode e não pode. Pode ter certeza, que chinelada ou uso de cinto não são a solução. Mas como fazer?
Tenho o convívio com muitos pequenos de no máximo quatro anos de idade. E para estas, minha mulher, pedagoga, usa a psicologia da Super Nanny. Incomodou? Vai para o cantinho do pensamento. Mas se for na primeira vez e a criança não ficar no "castigo"?
Basta ter paciência, e usar a força para conter a criança sentada, sem palmadas ou violência. É a paciência e a força para que ela seja colocada sentada novamente ao levantar. Deve-se falar de forma enérgica, com a voz que tem está bravo. E para-se por aí. Em muitas famílias ocorre o inverso, os pais tentam acalmar a criança fazendo suas vontades, em várias tentativas. Quando a paciência do adulto acaba, ele então resolve tudo com uma chinelada ou um tapa, numa medida violenta que é consequencia de não ter se imposto antes frente aos pedidos e choramingações dos pequenos.
Quando a criança faz a coisa certa, deve ganhar elogio, de que está muito bem comportada. Assim a criançada vai assimilando que fazer o que é permitido, ganha parabéns, caso contrário, vai para o canto em punição pelo mau comportamento.
Nesse ponto a supernanny deveria frisar mais que bom comportamento merece elogio, estímulo básico que vai ser repetido. Nesse ritmo os pequenos não perdem a auto-estima, não odeiam a mão que pesou sobre ela, e desenvolvem-se com mais felicidade.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Verão chegando
Sem dúvida o tempo esquentou em Florianópolis, hoje já deu para sentir a diferença entre o inverno e o verão. O tão inacansável mar, pelo vento, pelo frio, estará de volta ao nosso convívio nesse feriadão de finados, onde os vivos devem curtir uma areia, um mergulho, um camarão e muita cerveja.E não é que amanhã entra uma grana?, que não resolve mas me deixa otimista. Sei que o bicho ainda não pegou mas está prometendo me pegar logo ali em frente.
Com tanta criança em casa, ajudo um pouco, apesar de dizerem que mais atrapalho que colaboro. Tudo bem. Amanhã é sexta, e sou acusado de só pensar no aqui agora. Engraçado, me sinto bem assim, sem grandes planos.
Caminho, estou mais light em todos os excessos, e não me sinto deprimido, como queiram alguns.
To fazendo um biquinho em um site, mas não sei se vai dar liga. Tudo muito complicado, eu sei como é isso. Vejo muita gente bem na vida, mas se são completas, não sei, no fundo ninguém é. Sei que fugi da raia, mas nem todas as batalhas devem ser travadas. É pela paz que eu não quero seguir admitindo, diz a música do Rappa.
Tenho que gostar novamente de andar com as pessoas, ver como são importantes, apesar de tanto interesse, vaidade e sei lá o que. Tá difícil mas vou encarar.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Viciada em assessoria de imprensa
Antes, as redações de grandes jornais eram o principal centro de informação. Editorias com diversos jornalistas, tempo para desenvolver grandes reportagens e checagem das informações eram a rotina. Jornalistas disputando a manchete, por meio de exclusivas, parece que perdeu o alento de antigamente. Tudo mudou.
Os periódicos encolheram suas redações e agora estão releasedependentes das assessorias de imprensas, muitas com equipes e "redações" que lembram os velhos jornais. A verdade é que, nesses tempos de muito acesso à informações, a imprensa depende de sugestões de pautas, fontes, informações, fotos, tudo que principalmente as agências de comunicação prestam-se rapidamente a fornecer. Não há tempo, e se o prato já vem feito, beleza, copia e baixa.
E o futuro do jornalismo, diante dessa estranha realidade?
Cada vez menos crítico, superficial e repetitivo (abra os sites de notícias e são praticamente as mesmas). Até mesmo a grande imprensa, revistas e jornais de SP principalmente, estão num marasmo que dá dó gastar as moedas num exemplar. Veja os grandes furos dos últimos meses, e só de destaca o Estadão de SP, que inclusive sofre com censura da justiça quando a pauta é a família Sarney. Basta abrir qualquer site "sério", como o da folha, terra, outros, e contar os itens de temas relevantes cobertos e os de entretenimento (sabe quem estava na praia com o namorado ontem?)
Enquanto os jornalistas gritam contra o fim da obrigatoriedade de diploma, muitos textos estão sendo elaborados por estagiários - ou seja, não formados!
Ler notícias, mais que uma opção, é uma necessidade para ficar atualizado. Por isso a crise final não se desfecha sobre os veículos de comunicação, todos. Mas será que vai ficar assim por longo tempo? Quem muitas vezes traz a novidade são os colunistas, nem todos jornalistas.
Não tenho a resposta, mas o fato que tem que ter ânimo para ler o noticiário. Vamos ver onde tudo vai parar.
Os periódicos encolheram suas redações e agora estão releasedependentes das assessorias de imprensas, muitas com equipes e "redações" que lembram os velhos jornais. A verdade é que, nesses tempos de muito acesso à informações, a imprensa depende de sugestões de pautas, fontes, informações, fotos, tudo que principalmente as agências de comunicação prestam-se rapidamente a fornecer. Não há tempo, e se o prato já vem feito, beleza, copia e baixa.
E o futuro do jornalismo, diante dessa estranha realidade?
Cada vez menos crítico, superficial e repetitivo (abra os sites de notícias e são praticamente as mesmas). Até mesmo a grande imprensa, revistas e jornais de SP principalmente, estão num marasmo que dá dó gastar as moedas num exemplar. Veja os grandes furos dos últimos meses, e só de destaca o Estadão de SP, que inclusive sofre com censura da justiça quando a pauta é a família Sarney. Basta abrir qualquer site "sério", como o da folha, terra, outros, e contar os itens de temas relevantes cobertos e os de entretenimento (sabe quem estava na praia com o namorado ontem?)
Enquanto os jornalistas gritam contra o fim da obrigatoriedade de diploma, muitos textos estão sendo elaborados por estagiários - ou seja, não formados!
Ler notícias, mais que uma opção, é uma necessidade para ficar atualizado. Por isso a crise final não se desfecha sobre os veículos de comunicação, todos. Mas será que vai ficar assim por longo tempo? Quem muitas vezes traz a novidade são os colunistas, nem todos jornalistas.
Não tenho a resposta, mas o fato que tem que ter ânimo para ler o noticiário. Vamos ver onde tudo vai parar.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Escrever para salvar-se de si mesmo
O ato de escrever é um grande sofrimento, ao se iniciar um texto. As idéias todas misturadas bloqueiam qualquer início de texto. Mas depois que começamos, as coisas vão melhorando até que atingimos aquele estado hipnótico de só escrever sem quase pensar, um ato automático.
Escrever acalma o espírito que, centrando num só foco, o papel ou a tela em branco, pode se libertar do resto enquanto as letras vão se agrupando em frases, parágrafos e textos.
Preciso me libertar mais.
Escrever acalma o espírito que, centrando num só foco, o papel ou a tela em branco, pode se libertar do resto enquanto as letras vão se agrupando em frases, parágrafos e textos.
Preciso me libertar mais.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Você ganhou uma mega-sena acumulada
O assunto religião volta e meia ronda minha mente. Sou socrático, sei que na sei, meio agnóstico misturado com panteísta, e por aí vai, cristianismo de nascença, budista e muçulmano por leitura, fã de Sêneca, e outras muitas influências culturais e de credo.
E a que conclusões posso chegar aos 43 anos?
Bem, vamos as fatos, e por meio deles aos meus pensamentos dominantes. Creio que se Deus existe, e acredito e rezo pra que sim, este já nos deu esta vida como um bilhete premiado. Já estamos curtindo seus benefícios. Gostaria da ajuda de um matemático ou semelhante para ver qual é a maior probalidade: a de um espermatozóide fecundar o óvulo, diante de milhões de concorrentes que se acabaram no meio do caminho, ou acertar as seis dezenas da mega-sena.
Se vai haver vida após a morte? Reencarnação? Vida eterna? Céu e inferno? Isso não me cabe saber e por isso vou gastando a minha parte neste rateio.
E a que conclusões posso chegar aos 43 anos?
Bem, vamos as fatos, e por meio deles aos meus pensamentos dominantes. Creio que se Deus existe, e acredito e rezo pra que sim, este já nos deu esta vida como um bilhete premiado. Já estamos curtindo seus benefícios. Gostaria da ajuda de um matemático ou semelhante para ver qual é a maior probalidade: a de um espermatozóide fecundar o óvulo, diante de milhões de concorrentes que se acabaram no meio do caminho, ou acertar as seis dezenas da mega-sena.
Se vai haver vida após a morte? Reencarnação? Vida eterna? Céu e inferno? Isso não me cabe saber e por isso vou gastando a minha parte neste rateio.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Santa hipocrisia
A falsidade, com certeza, campeia. E no senso comum condemanos, mas quase sempre a estamos praticando em família, no trabalho, vizinhança e adjacências. Está em toda esquina, em toda loja, na relação com o freguês, no trato com o cobrador de ônibus no rolar da catraca.
A hipocrisia é triste, mas extremamente necessária. O convívio entre as pessoas depende de uma certa dose de representação teatral ao vivo. Caso contrário, jorraria sangue do primeiro desentendimento entre interesses opostos. A falsidade é a nossa salvação.
A hipocrisia é triste, mas extremamente necessária. O convívio entre as pessoas depende de uma certa dose de representação teatral ao vivo. Caso contrário, jorraria sangue do primeiro desentendimento entre interesses opostos. A falsidade é a nossa salvação.
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