terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Não acabe com a fome

Muitos desfrutam o privilégio de ter alimento à mão a qualquer hora, até na madrugada,naquele assalto à geladeira. Não sentir mais a sensação de fome, no entanto, é bastante prejudicial à saúde.
Sempre saciada, a pessoa tende a obesidade que, juntada a falta de atividades físicas, pode provocar sérios problemas de saúde, do avc ao infarto, passando por problemas de coluna, estômago e outros.
Quem já come sem vontade de comer, apenas para cumprir o regulamento do horário (café, almoço, café, jantar), está prejudicando a própria existência.
Muitos confundem um ronco no estômago como alerta para necessidade de engulir algo urgente. Mas nesses casos é o estômago que está terminando de processar alimentos anteriores e, quando a máquina vai descansar, vê-se obrigado a reiniciar mais uma jornada de digestões, muitas com muita gordura.
Por isso, passe fome todos os dias, e não a sacie totalmente, pois o aviso de saciedade sempre chega atrasado. Assim falou Luciano.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O velho livro e a net


Nada, mesmo com as ferramentas tecnológicas disponíveis, se compara a um bom livro, em termos de experiência sensorial. Em vez de ter na internet um concorrente, a boa obra literária, aquela da ficção recheada de realidade, pode dar um rumo sobre a navegação.


Por exemplo, estou lendo A Guerra do fim do mundo, do Vargas Llosa, sobre Canudos. Já me servi do google earth e da wikipédia para ampliar meus conhecimentos sobre o contexto agrestge em que corre a obra literária. Já fiz isso sobre livros que se passavam no México, Espanha, sem falar na antiguidade, da Grécia Antiga à soberba Roma.


O ganho com a pesquisa internética a partir de um romance é um grande barato. Para quem realmente viaja na literatura, sendo mais um degustador do que devorador de palavras e sentenças.


Experimente, recomendo

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Perdi a virgindade, e agora?

Por mais informação e camisinha disponível nas unidades de saúde, na primeira vez em que uma adolescente transa é bem possível que a situação não estivesse programada para a iniciação sexual.

Festinha, álcool, bonitão,banco do carro e pimba; a virgindade ficou pra trás.

Sexo é um ato atávico, o corpo vai se transformando à base de hormônios de crescimento e sente necessidade de perpetuar a espécie. Inevitável ter necessidades ardentes de desejo, como sentir sede e fome.

Os programas de saúde governamentais deveriam olhar mais por esse lado a situação, orientando sobre sexo antes, durante e depois, levando em conta que muitas vezes não deu para programar nada na hora caliente vivida. Em casa, mesmo com toda a liberação sexual, provavelmente a jovem não vai tratar do asssunto para não levar bronca. Com o pai, muito menos.

Sobram as coleguinhas pra tratar do assunto, mas estas também não podem dar muita orientação por falta de experiência de vida.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Quem ensinou?

Quem ensinou as crianças a abrirem a bolacha recheada e a raspar com os dentes o recheio? E aqueles maiorzinhos, em torno de dez anos, como aprenderam a jogar truco em ônibus lotado na volta da aula?
São duas de várias situações em que se pode acreditar que aprende-se sozinho, com os outros, só de olhar, ou pela própria iniciativa dos interessados. A menos que algum professor de matemática tenha ensinado o jogo de cartas, o que não é muito comum, a criançada vai aprendendo como tudo que lhe cerca, com a turminha.
A agilidade num computador então é covardia, para as crianças destes tempos. Já dizia Freinet que não devemos, como professores e acrescento os pais, atrapalhar a aprendizagem inata da criança.
Se a escola estimular a curiosidade, adotando comportamento liberal de não cercear brincadeiras espontâneas o tempo todo, desde que não haja violência entre eles, o desenvolvimento acelera. Como gatinhos e cachorrinhos que simulam que estão brigando com os maninhos numa espécie de capoeira de angola animal. Aprendem brincando, nós também.
Pobres crianças isoladas, que não brincam com os da mesma idade, trancadas num mundinho de apartamento, tv e videogame. Não aprendera construir com os outros, a ser tolerante, parceiro, amigo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A clareza

A clareza de pensamento pode levar à estupidez. Já sei de tudo, antevejo como um bom enxadrista as jogadas que virão a seguir. E aí levo ferro se acho que está tudo determinado, pois a novidade sempre vem. um ponto claro que nos cega de tanto brilhar insistentemente no mesmo local. A presunção e arrogância são essa luz, que nos faz avançar e retroceder, não sei se ao mesmo tempo, as vezes sim outras não.
Assim é a clareza, inimiga do conhecimento da realidade do jeito que ela é. Seus felizes proprietários, porque este estado de espírito é um dom que apenas de administração, precisam combater essas idéias luminosas de alguma forma. Não me pergunte como.
O melhor é sempre desconfiar das suas certezas, e eu acho que já sabia disso mas esqueci.
Temos que tentar, caso contrário, caos e perdição. Se coragem não falta, falta o quê?
voltar a se importar com as pessoas. É isso.

domingo, 22 de novembro de 2009

futebol,rádio e domingo

A bola rola com a rapidez
da língua que corre pelas ondas do radio,
sempre atrasada na jogada
Inventa, continua quando a bola para,
assim vai o locutor
Afoito como maquinista de linha atrasada
É gooool, como diria Quintana,
foguetório de assustar a cachorrada da cidade

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A origem de todos os mitos

O ser humano não suporta o silêncio que reina sobre as perguntas de onde viemos e para onde vamos. Melhor inventar uma resposta que calar.
Acredito que foi assim, nos primórdios da humanidade, que surgiram todas as lendas: a inocência das crianças, de olhos arregalados, diante da morte de algum ente querido. Por quê se morre? Por que se vive? De onde viemos, afinal?
Sem saber, os ancião se reuniram a beira do fogo e combinaram o mito da criação, por Deus, ou deuses, quem sabe pelo caos grego.
E então as religiões, costumes e ideologias foram sendo construídas sobre a história combinada. E ninguém mais teve a angústia de dúvidas sem soluções.
Os povos mais espertos não se deixaram limitar pelas invenções dos velhinhos, e os mais estúpidos acreditam literalmente em toda a tradição oral e escrita que receberam.