sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Hoje um sagüi deu um show à tarde, no pátio dos fundos, ao deixar os seus primos ditos evoluidos chegarem perto.
dois dias ficou depois se mandou

Ao ponto de aceitar metade de uma banana que demos a ele.  fotos foram feitas no cajueiro, onde o macaquinho cinza de rabo comprido muito bem se  camuflava e evitava os predadores que vêm do céu.

Ou da terra.

Comia parte da banana e deixava cair o outro naco.  Então, com segurança, descia e apanhava o resto. nem  só de bananas vive o bicho,

E também catou goiabas no pé e umas caídas no chão. Depois umas amoras para arrematar.
e quando já escolhíamos um nome para o novo mascote, o Tuti sumiu como apareceu.
pelo menos foi de barriguinha cheia para enfrentar a incerteza que é a sua e a nossa vida




quinta-feira, 22 de novembro de 2012


Escrevo esta carta em favor
de toda liberdade que a
pessoa possa ter em sua vida,

Posso avançar desde que respeite  
direito alheio, o universo é o limite
Minha vida segue o baile,

com freio puxado ou a toda brida

Busco o imediato, sabendo que não tem saída
Mas quando cônscio de mim mesmo, então
Minha alma é pura alegria e
minha mente,
Um pouco tranqüila.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012


 Sou escritor vadio,
Faço o texto em pensamento,
E as palavras correm para o rio
que desemboca neste momento
No mar do esquecimento

domingo, 26 de agosto de 2012

Sem constrangimentos


A liberdade de expressão começa pelo direito dos profissionais de imprensa ter total direito a se expressar. Frase infeliz: começa pelo direito de todo e qualquer cidadão pensar e dizer o que pensa. No caso dos jornalistas,  é preciso frisar que não pode haver  interferências das corporações onde atuam. Não são seus donos ideológicos.

 O uso de redes sociais como twitter e facebook  pelo jornalista enquanto cidadão não pode sofrer interferência e constrangimentos para que se expresse conforme a política da empresa onde atua, em detrimento do ponto de vista próprio, em que acredita.  
É preciso separar o profissional,  em tempo de trabalho, do caráter privado do indivíduo. Evidente que nos dois casos o jornalista tem que responder pela conseqüência de seus comentários e análises da realidade.

Seja atuando profissionalmente ou apenas tuitando e faceboqueando no tempo livre, pode responder a crimes como calúnia - caso pise na bola.
As  empresas tem o direito sim de exigir que em período de expediente o profissional se abstenha de postar comentários pessoais nas redes. Mas querer ditar o que deve ser divulgado pela pessoa é autoritarismo, mesmo que disfarçado por “conselhos de bom tom”.

Estamos em época eleitoral, e as redes fervem de comentários sobre tudo e todos. Seria crime um jornalista da mídia postar que apóia a este ou aquele candidato em seu tempo livre, porque a empresa dele quer manter uma imagem de isenção no processo político? Ou criticar comentários no horário eleitoral gratuito de certa candidatura?
 Não, é posição transparente! Inclusive grandes corporações midiáticas abrem o jogo sobre suas preferências em editorais. Aplausos a estes. O público, ao saber da preferência, tem condições de julgar melhor o trabalho profissional e ética do veículo ou do jornalista.

Em matéria publicada na Revista de Jornalismo da ESPM (Jul-ago-set de 2012), Dan Gillmor aponta bem o risco do controle das opiniões na grande rede:
“A promessa da internet era profunda:um meio democrático, descentralizadíssimo, no qual qualquer um publicaria o que quisesse, podendo ser ouvido. A reação das empresas e governos ameaçados pela rede é recentralizar. Pode ser, simplesmente, a natureza do capitalismo e do Estado modernos, com forças do controle ganhando poder a cada dia. Mas é uma ameaça ao jornalismo e à inovação. Jornalistas finalmente começam a se dar conta. Resta esperar que não seja tarde demais”.  
Por isso, cada macaco no seu galho, porque liberdade é a soma de todas as opiniões e regra essencial ao sistema democrático e liberal.   









Jornal é o dinossauro em extinção do mundo das mídias


Das mídias tradicionais, o jornal é a publicação impressa mais ameaçada de extinção pelo mundo digital. E a revista/magazine e o livro ainda devem ganhar uma boa sobrevida.
O custo ambiental do jornal é elevado, seja na produção diária que consome uma infinidade de árvores, não importa se cultivadas para isso, como também na hora do descarte.  Logo não fará mais sentido a impressão de tiragem diária. E para o consumidor, o produto é uma coisa suja, pois solta tinta facilmente sujando dedos, mesas e peças do vestuário.  Poluente e desagradável ao tato, eis as duas lanças que podem atingir o impresso logo mais à frente.
O acompanhamento da cobertura diária de notícias fica a cargo, cada vez mais, de celulares, tablets e tantas outras plataformas digitais que estão no prelo das indústrias de TI. Conteúdos que no dia a dia chegam limpos agregados à ampliação do hypertexto, com vídeos e muitas imagens sobre o mesmo assunto, sem limite de diagramação por paicas, são infinitamente mais desejáveis. Tudo com chance de atualização constantes da cobertura e resgatar todo o histórico de matérias relacionadas.  O papel do jornal é que o problema atualmente para os próprios.
Ao mesmo tempo, acredito que as revistas semanais de notícias e outras segmentadas terão boa sobrevida no avassalador avanço digital. Matérias com maior profundidade, furos noticiosos e um papel bom de manuseio que pode ser lido de forma multiplicada por familiares, amigos ou colegas  são as grandes armas dessa publicação,  também sob a ameaça tec.
E o livro será o que vai se manter ainda mais, quem sabe perpetuar a espécie por séculos. Aliás, como já acontece há milênios. Ele já tem em si tecnologia muito avançada, da capa dura à possibilidade de uso sem energia elétrica e independência do plug in em outras parafernálias para o start. Portátil, ainda permite busca aleatória por página ou versículos, no caso da bíblia.
Talvez seja um péssimo futurologista, e fácil de ser desacreditado por pesquisas científicas ou de mercado, mas acho que a coisa vai nessa direção. 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Tô fazendo a minha parte

Trim.Alô, sou ouvinte e quero falar de um problema no meu bairro. Na rádio este tipo de ligação é comum,  mas uma afirmação em seguida ganha relevo:
- Como cidadão, tô fazendo a minha parte, tô avisando a rádio para ela fazer a parte dela.
Na pressa da atividade de produção radiofônica, não havia espaço para mostrar que o ponto de vista do ouvinte é o problema desse país. O papel do cidadão é intransferìvel nem terceirizável.
Os problemas de uma comunidade, do buraco de rua ao vazamento de água, da queda de energia à   insegurança das ruas, entre tantos outros é responsabilidade do poder público, seja qual for. Mas na nossa cultura de comodismo, o cara se acha herói porque apontou o problema para conhecimento da rádio. E nem liga muitas vezes para os 0800 disponíveis ou procura o vereador, o prefeito, o deputado, o governador ou a presidência da república.
Chegou-se já ao ponto de que um cidadão protestar em posto de saúde e o atendente dizer: pra resolver só ligando para a rádio ou chamando a TV.
Como jornalistas não podemos cair nesse armadilha de utillizar o serviço de informação para estimular um assistencialismo radiofônico. O cidadão tem que levantar a bunda da cadeira e ir em busca da solução com a parte competente. Sua dificuldade é que deve ser noticiada. E o papel da imprensa é fazer uma análise permanentemente crítica e criteriosa dos casos que recebe.
É esse o jogo, cada um faz a sua parte, o cidadão, a imprensa e o Estado. 



terça-feira, 14 de junho de 2011

A vida como ela não é



Luciano Almeida

É dura a constatação de como realmente é, de forma nua e crua, a alma, a personalidade, ou a identidade do indivíduo, como queiram. Lendo recentemente CONTRAPONTO de Aldous Huxley, e começando Lobo da Estepe do Hermann Hesse posso afirmar que ler significa um mergulho nas profundezas do ser humano. Humano, demasiadamente humano, já dizia o velho bruxo da filosofia de nome que parece espirro.
A primeira sensação que se tem da exposição da vida cotidiana de qualquer pessoa pela literatura – citei dois autores que recém adentraram na minha mente - é devastadora para o que pensamos sobre o que somos. O espelho do imaginário quebra-se em rachadura de cima a baixo, lâmina espelhada transformada em cacos.
Os muitos e diversos pontos de vista que analisam as personagens, seus modos de agir e ver, muitas vezes contraditórios – como nós –, faz pensar. E inevitavelmente nos colocamos no lugar das personagens, torcemos até pelo matador de Crime e Castigo!, porque se parecem conosco em alguma coisa.
A ruptura da autoconsciência leva, num primeiro momento, e deve ser por isso que muitos não gostam do gênero literário, ao pessimismo. Foi o que senti. Ver como tudo pode ser um teatro com as tragédias e comédias que nos metemos sem querer querendo com o correr dos anos e fases da existência. É pura bucha. Não há saída, aparentemente.
Porém, passada a primeira impressão, uma reflexão do que pode ser aproveitado ou não do conteúdo do texto pode descer bem para a consciência. É a velha história, o que não mata, melhora. Tudo depende dos interesses do indivíduo sobre a própria existência, mas para quem persegue a verdade, ou o mais próximo do que se possa chegar, as sacadas dos autores se transformam em prato cheio para refletir.
A leitura que se possa fazer na vida cotidiana das pessoas que nos rodeiam – quando não tonteiam – é uma dessas benesses da literatura, da boa literatura. O autoconhecimento, o verdadeiro e não aquela ilusão inicial, também marca ponto positivo para a obra literária. Tudo isso para concluir uma novidade de mais de 2.500 anos lançada pelo filósofo grego, e mal cheiroso, Sócrates; só sei que nada sei.
A vida, o universo, a realidade é gigantesca e assombrosa, mas nos aceita com todas as nossas limitações e dúvidas. E ler é o caminho para as estrelas. Melhor que enterrar-se na lama de nossas idéias preconcebidas e engessadas. Ao aceitar a realidade como ela é, vem a liberdade. E aí resta espreitar e aprender com as situações, sem nos inocentarmos ou culparmos de todo. Leia.